segunda-feira, 30 de abril de 2012

Esta gif é dedicado a minha amiga Maria Isabela

Amor?Morte?



Morrer de amor

Fascino-me com poetas, ou qualquer pessoa que tenha o dom de escrever e fazer com que os sentimentos deles façam parte de mim. Tem hora que tudo dá errado, as vezes dá tudo certo. As vezes não acontece nada e a gente fica na expectativa, por um tempo, que talvez minutos sejam torturantes como meses de espera. Todo mundo já se sentiu a pessoa mais azarada da face da terra ou se sentiu a mais sortuda. Mas sempre julgamos erradas coisas que estão dentro de nós mesmos, do nosso psicológico. E começa a confusão. E parece que nunca vai acabar. Quando a gente sonhava que diríamos e escutaríamos ‘eu te amo’, escutamos um ‘eu te odeio’ e sentimos que morremos. Morremos de amor. Trágico? Quando sentimos o fracasso de um sonho que esperamos tempo demais (ou de menos), é um abismo, uma queda num buraco que parece sem fim, como Alice caiu, e ao encontrar o chão, teria de descobrir sozinha o novo mundo. É isso que acontece com a gente, só que mais forte. Choramos e achamos que nada tem solução, bobice. Morremos de amor várias vezes, sofremos, mas sempre conhecemos um novo idiota para nos matar de amor, de novo. É tão bom sentir o ‘de novo’, mesmo que seja como uma fincada no coração ao escutar as três palavras erradas, que jamais ninguém gostaria de ouvir. Ou talvez conhecemos um único idiota que é capaz de nos matar de amor, uma única vez, e acabar com nosso coração.Fascino-me com poetas, que são capazes de mudar o mundo. Não são capazes de descobrir a cura da Aids, ou a vida eterna. Mas são capazes de descobrir as causas e os sintomas da pior doença, que não mata, mas nos faz sofrer. Você já sabe. Começa com A, termina com Mor. Não sou capaz de negar as palavras sábias de um poeta, jamais.
E Mário Quintana escreveu: “É tão bom morrer de amor e continuar vivendo”. E agora, eu concordo.

Existo,mais nada...



30
Abril

Só Existo

"Tende por certo: amar se aprende amando."
Carlos Drummond de Andrade
O céu está azul demais para o tamanho da minha tristeza. Os pássaros se rebuliçam todos juntos, e isso está me irritando muito. A vizinha de cima resolveu colocar um salto agulha para acabar com a minha paciência. São nove horas da manhã e alguém já está ouvindo funk para o fim de semana. E ainda é quinta-feira. Minha música preferida soa como um ruído. Meu vestido preto não está me deixando melhor. Meu cabelo está sem brilho. Meus olhos então...
Só sei que tem dia que tudo não está como deveria.
Hoje parece-me que tudo está perdido, inclusive eu. Minha cabeça dói, tudo gira. Não há nada nessa casa para me distrair e tirá-lo do meu pensamento. Hoje completa mais um mês de ausência. Estou sozinha e sinto culpa por isso. Não quero chorar, mas não quero ser forte também. Tenho vontade de fugir, desaparecer. Por que tudo tem que dar errado? Por que comigo, por que sempre comigo? Não é justo. Parecia até que antes meu coração batia normalmente, e hoje sou repletas de batidas aceleradas e pausas frequentes. Tudo se resume em uma única palavra.
Inconstância. 
Da forma como estou, não sei se vou ou se fico. Se mudo ou deixo como está. Se amo ou se odeio. Se sorrio ou se choro. Sei que sinto um aperto no coração. Ninguém nunca me deu uma explicação, só eu me compreendo. Tento, pergunto, duvido. Não existem respostas, apenas falhas. É uma falta. É um vazio. 
Sou eu. 
Me sinto tão incapaz, tão mal por tudo isso. Vontade tenho eu de desistir. Esse sol do lado de fora me incomoda. Eu quero mesmo é a escuridão. Será que há alguém que se importe comigo? Meus amigos são verdadeiros? Por que não sou como os outros? Sei que hoje é um dia a menos. Um dia que não conta, que não quero viver. Então eu pensei nele, pensei em mim.
E chorei por nós.

Quis cessar uma dor que sinto sozinha, e que para ele sei: já passou. Nubívago que seja, sonhar com um passado de nós dois é algo frequente e inevitável. O que o coração grita, a alma traz aos olhos. E o tempo dança, o mundo gira, e eu, com o pensamento nas nuvens. E isso me leva a pensar no tamanho da minha estupidez por ainda estar sentindo algo tão subjetivo e intocável, e infelizmente, tão meu. Pobre de mim que nasci assim, sentimental e emotiva. Porque sei, o que falta não é um relacionamento ou alguém aqui do meu lado. O que falta mesmo é preencher o vazio que existe de dentro para fora, que contagia meu corpo num todo, que só me quero sozinha, em mágoas e dores particulares, insuportáveis a olhos alheios. Cada um tem seu jeito de amar, e ao que me parece, escolhi da pior forma possível: sofrendo. 
Gosto da vida como uma constante loucura. Gosto de tocar o céu, tirar os pés do chão. De sorrir para minha gatinha manhosa. Da simplicidade e do surpreendente. Abstrair num momento sublime. Encontrar a verdadeira importância nas pessoas. Saborear da melhor comida. Tomar a melhor bebida. Procurar uma saída.
Não sentir-me tão perdida.
Mas o sol não brilha como deveria, tampouco a parte que me resta dessa alma tão desgastada. Hoje só quero minha cama, meu travesseiro, minhas lágrimas. Decepções já bastam as que tenho até de ontem. Mesmo que hoje seja um dia desperdiçado, sinto que algo está errado aqui dentro. Se ainda há tempo, devo consertar o que falta. Só não sei se o que é: se é amor ou saudade.
Todos os meus surtos instantâneos de querer aproveitar a vida adormecem com esse coração que, para hoje, só tem o pulsar. Deixa a vida para depois, não estou afim de aproveitá-la. Me deixe sozinha, está doendo ainda. Espere, vai passar. Amanhã eu vou... Amanhã eu vivo.

A Campina.....



30
Abril

A Campina

Tomou o céu por inteiro. Do claro ao escuro, do dia a noite, de você a mim. Era tarde o suficiente para que já fosse hora para mais uma de suas festas. Mas nesse dia, decidi não ir ao seu encontro, como se por acaso, nos encontrássemos no meio de pessoas loucas, bêbadas e insanas numa batida alta do DJ. O vestido ficou na cama, o sapato na caixa. Fui para aquela campina, que você sabe, sempre foi meu quando preciso pensar. Mas dessa vez foi diferente, fui sozinha, sem você. Porque na verdade, era exatamente isso que eu precisava. Deixar o pensamento me levar para pensar em nós dois. Tempos que já não pensava nisso: ainda existe nós?
Mas não respondi, preferi que a mente calasse e deixasse o coração falar, lá pelas tantas da noite. Tive medo de dizer o que eu sabia muito bem ser a resposta da minha pergunta. Caminhei o suficiente para sentir o peito tintilar, em fatiga, por não ter você para me distrair no trilha ingrime. Então eu cheguei. Sem relógio, sem ar e sem você. Só faltava estar sem coração. 
O cabelo ao encontro da terra, e por fim os olhos encontraram as estrelas. Por entre a copa quase intermitente, a nossa lua. O gesto contido, o silêncio esmerado, o brilho esperado. A lua apesar de não brilhar como o sol, era a minha preferida. E ela, lá de cima, parecia entender-me, assim num único hábito: mudar-se sempre, todas as semanas. Sem saber, do quase imperdoável descuido da mente, senti meu coração. Uma brisa que tocava-me levava o arrepio até a ponta da nuca. Mas não era frio, era falta de você. O balanço das folhas que ameaçavam cair e o som das batidas no singular do meu coração eram quase rima e ritmo. Simplesmente combinavam.
Uma súbita vez, num único respirar falho, quase num pressentimento, senti que tudo era um erro. Nem eu, nem você. O problema era nós. Você deveria estar naquela noite comigo, mas eu sabia que não viria. Seu cheiro, porém, impregnou-se na grama, no meu cabelo e na minha alma. Você sempre dizia me amar, mas era difícil saber que o seu amor nunca foi suficiente para que eu fosse sua. Se fui, foi quando te faltou o consolo, a carícia e o colo. E eu me odiei por isso. Você me via como uma pseudo-amiga-te-gosto, mas eu nunca passei da garota que te conta piadas bobas. Enquanto eu, iludida e nessa amorosa mácula, sempre te vi como o meu-cara-perfeito-te-amo. E eu, numa terna e eterna confusão, acreditava que suas palavras sempre diziam algo mais, que também queria me chamar de tua. Mas eu sabia. Sabia que enquanto minha mente vagava pro teu lado, imaginando que garota está do seu lado, você estava simplesmente aproveitando a noite.
Você aproveitava a vida, enquanto eu não sabia aproveitar a minha sem você.

Algumas lágrimas, um pouco de dor. Mas a lua continuava no alto, entre a penumbra e o meu coração, porém sempre lá. Intocável, como eu me sentia. Avermelhada, para mais, da cor que sentia minha vida pintar. No meio do imenso vazio da escuridão, uma gota de sangue remanescente do coração e evasiva, manchando dentro de mim, onde não posso ver, apenas sentir. Essa era eu, naquela noite escura e em todas as outras vezes que me vi sem você.
Ousei a sorrir para o céu. Então, como se repreendesse meu riso, a escuridão derramou suas primeiras lágrimas na terra. Foi quando entendi o porquê de tudo. Me senti como um pedaço daquela noite a chorar. Como se sem você, eu fosse a escuridão e o brilho sem vida da lua cor de sangue. E você, era como o meu sol que eu esperava todas as noites a vir e amanhecer minha vida.
Mas, ironia do destino ou não, lua e sol nunca estão juntos num mesmo céu.
Você queria minhas estrelas, e eu, o seu brilho. Onde eu vivo é a sombra que não cessa, e por detrás do sol, onde toda luz há muito se pôs, eu só esperava o eclipse. 
Me senti como uma estrela no meio de tantas, a escuridão da vida, o sangue da lua, e a lágrima que descia do céu e dos meus olhos. Doía muito viver sem você, e sobreviver nesse caos da noite me fez quase desistir. Desisti do tempo, do pranto e do riso, mas contive-me acordada. Até a chuva cessar, a garganta arder e minhas lágrimas secarem. Você simplesmente não estava lá para ver o quanto eu sofria por não ser sua. Quando já não suportava mais o peso da minha própria alma, adormeci-me num sono que até a mais leve brisa levaria. Até o som do meu coração poderia levantar-me no susto, por ainda estar dentro de mim.
Naquela noite, na tua ausência, não voltei para casa. Esperei amanhecer.
Foi quando senti os primeiros raios da luz emanarem sobre a minha pele fria da noite passada. O som dos pássaros ecoavam longe da campina. Cantarolavam pelo dia que chegara após da noite de lua sangrenta. Contemplaram o raiar teu, ainda no horizonte que não enxergava. Abri os olhos, e um frenesi que me tomou, fez brotar-me uma única lágrima vinda do fundo da alma que ainda tintilava o peito dolorido. O soar que se misturava na relva ainda molhada, me fez pensar que a vida ausente saía dos seus esconderijos para te encontrarem sair por detrás da terra. Pintava o céu com cores que me lembravam sorvete de napolitano, com calda de amora, para lembrar do azul que estava por vir.
Percebi que não estava mais sozinha, e por mais que tudo desejava te ter comigo para me proteger. Mas eu tive sorte, era você.
–Sabia que estaria aqui. – você deitou ao meu lado, na grama molhada. Seu cheiro não era o qual eu tinha me apaixonado há muito tempo. Era um aroma diferente, mas ainda me fazia amá-lo por estar na tua pele. –Você está tão fria, não tem medo de adoecer? Vamos embora, minha pequena.
–Dormi aqui essa noite e choveu. Não posso ir, ainda não amanheceu. –mas você não entendeu que o sol da minha vida era outro, não aquele que tomava o céu.
–Então eu fico, posso? –e sorriu, sabendo que eu não precisava sequer pronunciar uma palavra, para você saber minha resposta.
–Como foi sua noite? –temi, porém perguntei. Eu continuava sendo sua pseudo-amiga-te-gosto, e isso é em parte, uma deixa para eu saber da sua vida.
–Descobri muitas coisas essa noite. Uma delas, por exemplo, é que nenhuma garota tem o seu cheiro. Algumas até contam piadas mais engraçadas que as suas, mas não encontrei nos olhos delas os que tem nos seus. Algumas eram bonitas, mas você é linda para mim. Entre tantas, faltou você, sabia menina minha? Não tinha sentido ir sem você a qualquer lugar. É você, menina minha, que traz a graça nos pequenos momentos da minha vida. Só você consegue torná-los inesquecíveis. É até difícil falar isso, mas posso te contar um segredo? Estou apaixonado por você.
Fechei os olhos e deixei você pensar que eu estava dormindo. Senti você respirar fundo, por ter achado que eu tinha adormecido enquanto falava. Você tirou sua blusa e me cobriu, e não soltou minha mão. Ficamos naquela campina até tantas, quando realmente acordei.
_Eu ouvi tudo, meu pequeno. Agora me salva dessa escuridão, traz sentido para minha vida.
E você, no meio de um sorriso, colou tua alma na minha, suas mãos na minha cintura. E me beijou, terna e eternamente. Foi quando amanheceu, e dessa vez, o sol que eu precisava no meu céu.

Maren Kathleen!



Os Cliques de Maren Kathleen!

Maren Kathleen é uma jovem linda de 21 anos, que ama fotografia. A musa loira dos olhos azuis tem fotos espalhadas pelo Tumblr e Flickr, porque além da paixão pelas câmeras, ela se destaca pela edição no Photoshop, deixando todas as fotos –mais– maravilhosas, com harmonia e com vontade de –tentar– tirar uma igual! Além de tirar fotos de si mesma, ela tem fotos fofas com seu namorado, fotos de paisagens e objetos e também tira fotos por trabalho. Quer se inspirar?

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